terça-feira, abril 26, 2005


A lista dos mações *

Não é um caso de much ado about nothing?

Sempre me foi transmitido, por quem viveu a dita longa noite, que os membros da Legião Portuguesa e os agentes da polícia política estavam inseridos na comunidade e eram conhecidos de todos. Qual segredo de Polichinelo, aquilo eram casos de Multitamanco mesmo.

Só os informadores seriam, por definição, secretos. Não consta essa como lista em causa, mas que fosse, qual a surpresa da Maçonaria porventura a deter...? Tenham juízo e vasculhem os cofres, quem não possuirá um exemplar, entre Moscovo e Langley, incluindo a Opus Dei e a senhora de limpeza? Não foram os famigerados arquivos mais devassados que decote de cocotte em dia de São Escuteiro?

Que tal alguma inquietação pela forma como os inquéritos criminais passam impunemente para a imprensa? Ou como, logo que alguém é nomeado para um cargo público, as redacções começam a receber informação confidencial sobre as finanças, a saúde e as noites do titular? Aqui entre nós - no segredo da blogosfera, que é quase tão recatada como a Torre do Tombo – parece-me que era capaz de ser bem mais profícuo do que empolar infantilidades mal resolvidas de machos adultos a brincar às organizações super secretas, seja com cilícios ou com aventalinhos.

* versão corrigida, com desculpas pelo revisionismo e gratidão a quem se preocupa